Saúde

Como se divulgar como psicólogo dentro das regras do CFP

Como se divulgar como psicólogo: canais que funcionam, o que o CFP permite, o que publicar sem ferir o sigilo e os erros mais comuns. Veja o passo a passo.

Publicado em

Como se divulgar como psicólogo dentro das regras do CFP

Para se divulgar como psicólogo, combine três frentes: um lugar próprio que explique o seu trabalho (site e perfil no Google), uma rede social profissional com conteúdo educativo e a rede de indicações entre colegas e instituições. Tudo dentro do artigo 20 do Código de Ética Profissional do Psicólogo: nome completo e número do CRP em toda divulgação, só títulos que você possui, sem preço como propaganda, sem previsão de resultado, sem depoimento de paciente e sem sensacionalismo.

A dúvida costuma vir junto com um receio: o de que qualquer divulgação seja vista como falta de ética. Não é. O Conselho Federal de Psicologia diz que a psicóloga e o psicólogo têm autonomia para escolher os meios de divulgação, desde que sigam as normas da profissão. Abaixo, o que o CFP permite e veda, quais canais funcionam para um consultório, um passo a passo para começar, o que publicar sem ferir o sigilo e os erros que mais aparecem.

A regra central está no artigo 20 do Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 10/2005). Ao promover publicamente os seus serviços, por qualquer meio, o psicólogo deve informar o nome completo, o CRP e o número de registro, fazer referência apenas a títulos e qualificações que possua e divulgar somente técnicas e práticas reconhecidas ou regulamentadas pela profissão. O mesmo artigo veda usar o preço como propaganda, fazer previsão taxativa de resultados, se autopromover em detrimento de outros profissionais, propor atividades privativas de outras categorias e fazer divulgação sensacionalista.

Em 2022, o CFP publicou a Nota Técnica nº 1/2022, sobre o uso profissional das redes sociais. Ela deixa claro o que pode ser destacado: a formação, o público que você atende, a abordagem teórica, a metodologia de trabalho e outras questões técnicas que caracterizam a sua atuação. E detalha o que fica de fora, inclusive palavras específicas.

Pode

  • Nome completo (ou nome social), “psicóloga” ou “psicólogo”, CRP e número de registro
  • Formação e títulos que você realmente possui
  • Público atendido, abordagem teórica e forma de trabalho
  • Atendimento presencial ou online, e convênios com instituições
  • Conteúdo educativo com base na ciência psicológica

Não pode

  • Preço como propaganda: “preço social”, “desconto”, “pacote promocional”, “valor acessível”
  • Cupons promocionais e sorteios
  • Depoimento ou foto de pessoa atendida (com consentimento escrito é permitido, mas não recomendado)
  • Prometer resultado ou prazo de melhora
  • “Especialista” sem o título, ou comparação com colegas
O filtro da divulgação do psicólogo, pelo artigo 20 do Código de Ética e pela Nota Técnica CFP nº 1/2022.

A Nota Técnica também lembra que a publicidade segue os artigos 53 a 58 da Resolução CFP nº 3/2007 e o Código de Defesa do Consumidor. E vale para pessoa jurídica: a clínica de psicologia que divulga o trabalho dos seus profissionais segue as mesmas regras, sob responsabilidade do responsável técnico.

Onde se divulgar: os canais que funcionam para o consultório

O Conselho não restringe o meio. A cartilha de publicidade profissional do CRP-MG, de abril de 2026, cita televisão, rádio, sites, redes sociais, jornais, revistas, panfletos, cartões e outdoor, e deixa ao profissional a escolha do que serve ao seu público. A pergunta prática é outra: onde a pessoa que precisa de terapia procura? Em geral, ela pesquisa no Google, pergunta a alguém de confiança ou já segue um perfil sobre o tema.

Canal Para que serve Cuidado ético
Site profissional Explicar quem você é, quem atende, a abordagem e como funciona a primeira sessão; é o endereço que aparece quando alguém pesquisa o tema Nome completo e CRP visíveis; sem tabela de preço como chamariz
Perfil da Empresa no Google Aparecer no mapa para quem busca psicólogo na cidade Exige endereço onde você atende o público; só online não qualifica
Instagram ou outra rede profissional Conteúdo educativo que aproxima quem ainda está decidindo procurar ajuda Perfil separado do pessoal; nada que identifique pessoa atendida
Plataformas coletivas de atendimento Ser encontrado por quem já procura terapia online A responsabilidade pelo conteúdo continua sendo sua; a plataforma deve mostrar nome e CRP
Rede de colegas e instituições Encaminhamentos de médicos, escolas, outros psicólogos e convênios Convênios podem ser divulgados; comissão por encaminhamento é vedada

Sobre o Google: as diretrizes do Perfil da Empresa permitem perfil próprio para profissionais liberais que atendem o público e podem ser encontrados no local verificado durante o horário informado. Endereço só de correspondência, sem atendimento no local, não se qualifica. Para quem atende em consultório, o passo a passo de cadastro está no guia de como criar o perfil da empresa no Google. Para quem atende só online, o site e o conteúdo fazem esse papel.

Sobre a escolha da plataforma: não há uma que resolva tudo. O que costuma dar resultado é a soma de um canal onde a pessoa encontra você quando procura (site e Google) com um canal onde ela conhece o seu trabalho antes de procurar (rede social e indicação).

Como começar a divulgação em 5 passos

Quem está começando, ou retomando a divulgação depois de anos só de indicação, pode seguir esta ordem.

  1. Defina o público e a abordagem. “Atendo adultos com ansiedade, em terapia cognitivo-comportamental” informa mais que “psicoterapia para todas as idades”. A Nota Técnica cita o público e a abordagem como pontos que podem ser destacados.
  2. Monte a identificação padrão. Nome completo, “psicóloga” ou “psicólogo”, CRP e número, iguais no site, na bio da rede social, no perfil do Google e no cartão. Apelido e logomarca são permitidos, desde que acompanhados desses dados.
  3. Crie o lugar próprio. Uma página que explique como funciona o atendimento, presencial ou online, a primeira sessão e a forma de contato. É para lá que o perfil no Google e a rede social apontam.
  4. Escolha um canal de conteúdo e mantenha a regularidade. Melhor um perfil profissional com publicações frequentes e cuidadosas do que três redes abandonadas.
  5. Revise tudo pelo artigo 20 antes de publicar. Cada peça passa pelo filtro do quadro acima, inclusive as feitas por agência, designer ou plataforma.

Sobre o atendimento online, a regra vigente é a Resolução CFP nº 9/2024, que regulamenta o exercício profissional mediado por tecnologias digitais e revogou a Resolução CFP nº 11/2018. Antes de divulgar atendimento online, confira com o seu CRP as condições que valem para a sua prática.

O que publicar sem ferir o sigilo

O artigo 9º do Código de Ética obriga o psicólogo a respeitar o sigilo profissional, e o artigo 2º, alínea “q”, veda divulgar procedimentos ou apresentar resultados de serviços psicológicos de forma a expor pessoas, grupos ou organizações. A Nota Técnica acrescenta que diagnóstico, análise de caso e orientação que identifiquem a pessoa atendida não podem aparecer na publicidade. Outro limite: o artigo 18 veda compartilhar com leigos instrumentos e técnicas privativas da profissão.

Isso deixa muito espaço para conteúdo útil. O artigo 19 pede que o psicólogo, nos meios de comunicação, dissemine conhecimento sobre as atribuições, a base científica e o papel social da profissão. Alguns formatos que cabem nessa regra:

  • Explicar como funciona a terapia: a primeira sessão, a frequência, a diferença entre psicólogo e psiquiatra, o que é a abordagem que você usa.
  • Responder dúvidas comuns do público que você atende, em linguagem simples e sem prometer prazo de melhora.
  • Comentar temas de saúde mental com base científica, citando a fonte quando houver dado.
  • Mostrar o espaço e a forma de trabalho: o consultório, como é marcada a sessão, o atendimento online.

Um exemplo genérico: uma psicóloga que atende adolescentes quer falar sobre ansiedade na época de provas. Um texto sobre sinais que os pais podem observar e quando buscar ajuda é educativo. Um relato do tipo “uma paciente de 15 anos chegou aqui sem conseguir ir à escola e hoje…” expõe a pessoa atendida e promete resultado, mesmo sem nome.

Quer saber como o seu consultório aparece hoje no Google e nas IAs?

Quero uma análise do meu consultório

Na divulgação de consultórios de psicologia, os mesmos problemas se repetem:

  • Preço como chamariz. “Valor social”, “primeira sessão com desconto” e “pacote promocional” estão entre os termos que a Nota Técnica pede para evitar. Convênios podem ser divulgados; o preço não pode ser o destaque.
  • Divulgação no perfil pessoal. O CFP recomenda cuidado para não haver confusão entre o pessoal e o profissional. O caminho mais seguro é um perfil só para o trabalho.
  • Depoimento de paciente. Mesmo com autorização por escrito, a Nota Técnica diz que o uso é permitido, mas não recomendado, pela possibilidade de exposição, em especial de crianças e adolescentes.
  • Terceirizar sem revisar. Quando a divulgação é feita com ajuda de agência, plataforma ou designer, a responsabilidade pelo conteúdo continua sendo do psicólogo, que pode responder pela publicidade indevida.
  • Atendimento voluntário para atrair pacientes. A Nota Técnica considera inadequado o atendimento voluntário com a finalidade de captar clientes.
  • Dados diferentes em cada canal. Nome, CRP, endereço e forma de atendimento precisam ser iguais no site, no Google e nas redes. Divergência confunde a pessoa e enfraquece a presença no Google.

Para ver o que uma estrutura completa envolve no caso do psicólogo, com site, perfil no Google e conteúdo dentro do CFP, veja a página sobre marketing para psicólogos. Quem atua em outra área da saúde encontra o panorama na página de marketing para profissionais da saúde.

Nos projetos da Posicione-see com psicólogos, cada texto passa pelo artigo 20 do Código de Ética antes de ir ao ar: nome e CRP visíveis, nenhum preço em destaque, nenhuma promessa e nenhum relato que possa identificar alguém. A divulgação que funciona explica com clareza quem o psicólogo atende e como trabalha.

Equipe Posicione-see

Como me divulgar como psicólogo?

Combine um lugar próprio (site e perfil no Google), uma rede social profissional com conteúdo educativo e a rede de indicações. Em toda peça, informe nome completo e CRP, e siga o artigo 20 do Código de Ética: sem preço como propaganda, sem promessa de resultado e sem sensacionalismo.

Psicólogo pode divulgar o valor da sessão?

O preço não pode ser usado como forma de propaganda (artigo 20, alínea “d”). A Nota Técnica CFP nº 1/2022 cita termos a evitar, como “preço social”, “desconto” e “valor acessível”, e veda cupons e sorteios. Em plataformas de atendimento exclusivamente online, a cartilha do CRP-MG orienta informar o valor ao usuário, sem que ele seja o destaque.

Psicólogo pode usar depoimento de paciente na divulgação?

Sem consentimento expresso e por escrito, não. Com o consentimento, a Nota Técnica diz que é permitido, mas não recomendado, pelo risco de exposição da pessoa atendida, em especial crianças e adolescentes.

Qual a melhor plataforma para captar pacientes em psicologia?

Não existe uma única. O CFP deixa a escolha do meio ao profissional. Na prática, funciona a soma de um canal onde a pessoa encontra você quando procura (site e Google) com um canal onde ela conhece seu trabalho antes (rede social e indicação de colegas).

Psicólogo pode divulgar o trabalho no Instagram pessoal?

Não é proibido, mas o CFP recomenda cuidado para que não haja confusão entre informações pessoais e profissionais. Um perfil separado, com nome completo e CRP na bio, é o caminho mais seguro.

A divulgação do psicólogo não precisa escolher entre ética e visibilidade: as duas cabem no mesmo trabalho quando cada canal informa com clareza quem você atende, como trabalha e como a pessoa pode chegar até você. Se quiser uma leitura de como o seu consultório aparece hoje no Google, no mapa e nas IAs, fale com a Posicione-see.

Quer uma presença construída dentro dessas regras desde o primeiro dia?

Solicitar Diagnóstico Gratuito

Quer ver onde o seu nome aparece hoje?

O diagnóstico gratuito mostra como você aparece no Google, no mapa e nas IAs, e o que falta em cada um.

Centenas de clientes posicionados.

Matias E VieiraArconTulio LopesKeila SovernigoLucas BaravelliKarel NobreRonconi FerreiraCimino SiqueiraSamael GuedesYan LivioRubia OliveiraFaria PereiraCouto Santos ReisThiago PignataroMarcia GilCws Carlos Wilson

Pronto para ser encontrado primeiro?